Alegria |

Alegria

por William R. Rathvon


Alegrai-vos sempre! É um erro limitar a alegria a circunstâncias ou coisas. Aquele que consegue alegrar-se mesmo quando as coisas vão mal é aquele para quem as coisas logo irão bem. A luz e a alegria andam de mãos dadas, assim como as trevas e a tristeza; mas, tal como a luz dissipa as trevas, a alegria dissolve a tristeza. As duas não podem coexistir no mesmo lugar, ao mesmo tempo. Não há lágrimas no céu, pois, como diz a Sra. Eddy:

“Tudo é Mente infinita e sua manifestação infinita.” (C&S)

Mas a alegria não é apenas um efeito: pode-se dizer que ela é também uma causa. Ela não é apenas o resultado de condições harmoniosas; ela as produz. É uma grande restauradora. Dizer de um amigo: “Ele está feliz porque está bem”, pode indicar um conceito equivocado; pois pode ser que ele esteja bem porque está feliz. Trabalhe pela alegria. Ela paga melhores recompensas do que a tristeza, o egoísmo e o pecado, todos somados. Aquele que sorri frequentemente quando está só — só com Deus — sabe que Deus é Amor; e Deus sabe que ele sabe.

O céu é comumente retratado como um lugar onde a alegria reina e os anjos cantam. Mas os anjos jamais entoam cânticos fúnebres. Os pensamentos que passam de Deus para o homem revestem-se de leveza e luminosidade. Suas asas são feitas de alegria, não de penas. Eles alçam voo para o alto, mas também podem descer até nós. Onde os procuramos? Para baixo? Jamais! Em frente? Às vezes! Para o alto? Sempre! Olhe para a frente e para o alto em busca do bem que desce do “Pai das luzes, em quem não há mudança nem sombra de variação”.

A alegria é fruto da fé. O Salmista escreveu: “Na tua presença há plenitude de alegria; à tua mão direita, delícias perpetuamente.” A Ciência Cristã traz alegria, assim como a primavera traz flores, por meio de forças vivificantes que atuam de modo invisível.

A verdadeira alegria advém do trabalho para Deus, em obediência à Verdade. Ciente disso, a Sra. Eddy impôs uma obrigação a cada membro de sua igreja: a obrigação de um apelo diário e altruísta à Mente divina, visando ao estabelecimento do reino da harmonia eterna na consciência de cada indivíduo. Com as palavras “Será dever”, ela nos deu a Oração Diária, que diz: “‘Venha o Teu reino;’ que o governo da Verdade, da Vida e do Amor divinos se estabeleça em mim e elimine de mim todo pecado; e que a Tua palavra enriqueça os afetos de toda a humanidade e a governe!” (Manual.)

Esse dever diário é uma obrigação imperativa, mas jamais um fardo. Ele transmite uma sensação de serenidade e proporciona uma liberdade inseparável do Amor. Tende a harmonizar o desenrolar dos acontecimentos e confere previdência, confiança e a capacidade de realizar, da melhor maneira, as coisas que precisam ser feitas. Acrescenta um toque de alegria que colore e ilumina todo o dia.

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