Mantendo-se Desperto |

Mantendo-se Desperto

Do número de 29 de agosto de 1903 do Christian Science Sentinel, por W.


A vigilância é o olhar aberto e o ouvido atento da capacidade espiritual. Ela se une à experiência para elevar a capacidade a um nível superior de disponibilidade e, assim, abre a porta para o sucesso.

Na aparente luta contra uma falsa sensação material, o objetivo do erro é acorrentar, mas ele simplesmente pergunta se pode hipnotizar; não necessitando de nenhuma outra concessão, não ambiciona nenhum outro privilégio, e isso marca a natureza sedutora das tentações à letargia que costumam nos atrair sob algum disfarce de conforto. Elas prometem relaxamento, alívio ou aumento de força, e, estimando erroneamente seu valor, somos conduzidos à própria penumbra da morte.

Essas tentações da sensação mortal declaram que a fuga do sofrimento se encontra na letargia, que as falhas devem ser reparadas enquanto os mortais estão em estado de estupor, e alguns desses meios de entorpecimento dos sentidos foram denominados providenciais. Mas a Verdade sempre clama: “Desperta, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará”.

Este chamado ao despertar veio a Pedro em certa ocasião, quando ele estava preso, encarcerado e dormindo, e é evidente que sua maravilhosa fuga não teria sido possível se ele não tivesse respondido ao mandamento do Amor: “Levanta-te depressa”.

Jesus, quando tentado a encontrar alívio da dor no poder alegado de uma droga entorpecedora, recusou o ópio oferecido e buscou alívio somente na consciência do bem. Para nós, como para ele, o caminho divinamente designado para a liberdade não é um coma hipnótico, mas a vigilância espiritual, o pensamento correto. Isso pode ser alcançado e expresso no plano humano não apenas em uma busca constante pelo bem, mas também na guarda contínua contra a aproximação e o acolhimento do mal, que está inculcada pelas palavras do Mestre: “O que eu vos digo, digo a todos: Vigiai”.

Enquanto os pastores vigilantes protegiam fielmente a si mesmos e aos seus rebanhos de todos os perigos à espreita, eram saudados por visitas angelicais, e o passo frequente do Amor sempre marcou o limiar daquele coração do qual o ódio, com sua nefasta prole, é, com constante e persistente oração, excluído.

Isso confere um significado especial à “luta habitual para sermos sempre bons”, à qual nossa Líder nos recomenda tanto por preceito quanto por exemplo (Ciência e Saúde, p. 4); e quando tivermos adquirido o hábito de fazer de cada sugestão de erro, cada expressão de ódio ou divergência, um alerta para o pensamento espiritual amoroso e corretivo, teremos alcançado aquele estágio de experiência em que todas as coisas “cooperam para o bem”.

O esforço alerta e paciente certamente nos levará a todos a esse lugar, e o aprendizado ao longo do caminho provará ter um valor inestimável.

Inglês clique