As Energias Divinas |

As Energias Divinas

por Luther K. Bell


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A exigência sobre cada cidadão de uma democracia e sobre Seu governo, é a de ser forte.

A experiência de Daniel nos encoraja muito. Está registrado que Daniel teve uma visão das nações em guerra. Daniel sentia-se fraco e com medo quando aceitou os sentimentos de ansiedade que sempre acompanham a crença de que o homem é a vítima indefesa das circunstâncias; mas quando ele deu ouvidos à mensagem espiritual de que o homem é o filho amado de Deus, sua força, coragem e paz retornaram.

Um homem sofria de exaustão extrema, resultante de uma doença grave. Ele precisava de força, e essa força precisava se manifestar antes que pudesse retornar ao trabalho. Ao examinar seu estado mental, ficou horrorizado ao perceber que vinha considerando sua necessidade de força e energia quase que completamente com base em sua condição física. Ele viu que, ao tentar “tornar” um corpo material forte e cheio de energia, estava aceitando todas as crenças que a matéria reivindica para si mesma.

Ele havia construido em seu pensamento exatamente aquilo de que queria se livrar. Com o erro descoberto, ele se fez estas perguntas: “Qual é, então, a verdadeira força que tenho o direito de exercer? Quais são as energias divinas do Espírito? E como podem ser usadas?” Voltando-se para Deus em busca de instrução, recebeu a resposta e foi imediatamente curado da exaustão. Como Daniel, sua força retornou, e com ela a paz e a coragem renovada.

A verdadeira energia é a vontade de Deus. É a força espiritual da Mente divina, sempre presente, totalmente boa, confiável e autossuficiente. A antítese da energia divina, ou vontade, é a vontade mortal, que é uma mistura de crença no bem e no mal, no Espírito e na matéria, que é completamente insatisfatória e má, porque nega a totalidade de Deus, o bem.

Para fazer uso das energias divinas, devemos nos esforçar sinceramente para abandonar a vontade e os planos humanos, e esvaziar nossos pensamentos de qualquer estímulo falso, com sua atividade anormal e reações negativas. Iniciada essa purificação, estamos prontos para nos beneficiar das energias divinas. O desejo pelo bem está presente em todo ser humano. Ao cultivarmos o desejo correto e o expressarmos no dia a dia, descobrimos que nossa capacidade para o bem se expande. Essa capacidade inclui a receptividade às ideias espirituais de Deus, às energias divinas tão necessárias à humanidade.

Em sua busca pela fonte primordial de poder, a humanidade decompôs a matéria em átomos, elétrons e assim por diante, e finalmente admitiu que a suposta substância da matéria é uma forma de energia.

A compreensão espiritual, que começa com Deus, nos mostra que a verdadeira energia é espiritual, com a inteligência da Mente, o poder da Verdade e do Amor, a vitalidade da Vida, as forças adesivas, coesivas e atrativas da Alma, o controle e o governo do Princípio. O senso espiritual silencia as alegações do mal e, por meio da oração silenciosa e da comunhão com o único Deus, possui e utiliza a verdadeira energia.

Permitimos que nos roubem a energia e o vigor da Verdade quando falhamos em contestar prontamente o primeiro argumento de doença sugerido pelo mal. Nestes momentos, contemplar o corpo e ruminar sobre qual órgão ou função corporal é responsável pela doença não é sábio.

Aquele que compreende corretamente as verdades da Ciência Cristã e a pratica consistentemente o que aprende, não perde tempo procurando ajuda na direção errada. Ele reconhece que somente Deus é a causa de tudo e que tudo o que Deus causa é bom. Ele se vê como uma expressão individual desse bem. Ele está ciente de que Deus está sempre enviando Suas ideias, que essas ideias são repletas de energia e que ele está sempre desperto para essas ideias e as expressando, e que sempre pode encontrar, independentemente das circunstâncias, energia divina para fortalecê-lo e revigorá-lo.

A gratidão é uma grande fonte de energia divina, pois reconhece a atividade do bem e nega a realidade do mal. Essa qualidade divina, expressa na consciência do homem, revigora o seu ser.

Cada declaração, feita com entendimento espiritual, de que o Princípio divino subjaz, sobrepõe-se e abrange todo o verdadeiro ser, enfraquece o poder do mal e confere energia e força práticas ao ser humano.

O trabalhador leal está desperto, consciente e ativo por meio da energia divina. Ele é obediente aos dois grandes mandamentos, dados por Jesus no capítulo doze de Marcos: “Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças” e “o teu próximo como a ti mesmo”.

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