“Na Atmosfera do Amor Divino” |

“Na Atmosfera do Amor Divino”

John Randall Dunn


Um de nossos hinos diz:

Na atmosfera do Amor divino,

Vivemos, nos movemos e respiramos;

Embora olhos mortais não o vejam,

É a sensação que nos engana.

Hino nº 144

Quão mais felizes seriam as conversas se essa verdade fosse lembrada quando o tempo trouxesse extremos de calor ou frio! Mas, em vez disso, as pessoas muitas vezes preferem reclamar do tempo.

Paulo diz: “Nossa conversa é no céu”, e Mary Baker Eddy nos diz que o céu é harmonia. Limitar nossa conversa a tópicos harmoniosos tem um efeito positivo, tanto em nossa condição física quanto no clima. Jesus declarou que conhecer a verdade nos libertaria. Quão importante é, então, não apenas conhecer a verdade sobre Deus e o homem, mas expressá-la e esperar que essa verdade se propague com poder e — como a luz que entra em um quarto escuro — dissipe seu oposto.

Os físicos contemporâneos reconhecem o que Mary Baker Eddy descobriu há mais de cem anos: vivemos em um universo de pensamentos. Muitas vezes, portanto, os pensamentos negativos que cultivamos podem se manifestar externamente como imagens de doenças, discórdia, convulsões da natureza, tempestades devastadoras, calor escaldante e frio impiedoso.

Jesus proferia a palavra da Verdade em meio à tempestade, e uma grande calmaria se instalava. Membros da família de Mary Baker Eddy relatam casos em que tempestades se dissiparam. Mary Baker Eddy deixou esta observação para seus seguidores: “A atmosfera da mente humana, quando purificada do ego e permeada pelo Amor divino, refletirá esse estado subjetivo purificado em céus mais claros, com menos raios, tornados e extremos de calor e frio.” (Miscellaneous Writings).

Em tempos de calor ou frio extremos, ou tempestades ameaçadoras, estamos nos esforçando para purificar a consciência humana do ego — do amor-próprio, da vontade própria, da autocomiseração, da autoengrandecimento? Como isso é feito? Ao desmascararmos o egoísmo e o rejeitarmos como irreal, sem lei e impotente, pois é o oposto do Amor divino, quando nos esforçamos verdadeiramente para purificar a atmosfera da mente humana do egoísmo e permeá-la com o Amor divino, não apenas nos libertamos da névoa mental do medo e das leis mortais, mas também trazemos a toda a família humana um vislumbre do reino da harmonia.

O Antigo Testamento nos diz que ao homem foi dado domínio sobre toda a terra, e Jesus nos assegura que nos foi dado “poder sobre todo o poder do inimigo” (Lucas). Temos autoridade divina para refutar qualquer sugestão de erro com a firme repreensão: “Não, você não tem!”

Verdadeiramente, podemos declarar, nas palavras do Salmista: “Quão excelente é a tua benignidade, ó Deus! Por isso, os filhos dos homens se refugiam à sombra das tuas asas.”

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