Vigilância
por Herbert W. Beck
Muito se fala hoje em dia sobre perigos, de mal iminente e da intrusão no nosso jeito normal e harmonioso de viver. Há uma necessidade de nos defendermos do egoísmo e da ganância. Esse ataque às nossas mentes e corpos é a atividade do magnetismo animal tentando controlar a humanidade. O erro tenta hipnotizar os mortais, levando-os a crer que algo pode ser ganho com o ódio, que o homem pode se manter impondo medo e servidão aos outros. No entanto, a batalha não é física, mas mental. É uma tentativa de fazer com que os homens sintam medo e, consequentemente, impotência.
Observar esses erros, e não fazer nada a respeito, significa admitir, ainda que de forma frágil, a servidão. Um ataque mental exige forte oposição espiritual, a aplicação inteligente da lei de Deus. Os Cientistas Cristãos fazem mais do que observar o mal e falar sobre ele; eles provam sua impotência, afirmando o amor e o poder de Deus para cuidar do homem.
Quando o erro tenta nos convencer de que o homem é desarmonioso, a vigilância nos leva a Deus para que Ele determine qual é a verdade. Nossas decisões precisam ser cuidadosamente estudadas. Se aceitarmos a matéria como real, o resultado será o caos; se virmos o homem como espiritual, o resultado será a paz. O mal sempre sugere que não temos, ou não podemos ter, o que Deus nos dá. Acreditamos nisso? Aceitamos essa premissa? Se a aceitarmos, ela nos impedirá, em nossa crença, de desfrutar da abundante bondade de Deus. Mary Baker Eddy afirma em Ciência e Saúde: “Suas decisões o dominarão, qualquer que seja a direção que tomem”.
Você é, na realidade, espiritual ou físico? Você está sujeito ao bem ou ao mal? Essas perguntas precisam de respostas; na verdade, respondemos a elas diariamente em nossos pensamentos e vidas. Os pensamentos expressam fatos espirituais ou ilusões temporais. Pensamentos bons ou maus nos controlam, pois experimentamos apenas o que pensamos. Consequentemente, é necessário estarmos atentos à necessidade do pensamento espiritual ou do conhecimento científico. Se nos deixarmos levar, formos descuidados ou indiferentes, podemos não ser alertados da aproximação do mal e não teremos consciência da presença terna, silenciosa, mas poderosa, das ideias de Deus. Nossa vida expressa aquilo que tornamos real em nossos pensamentos. Nossa experiência de saúde ou doença, de felicidade ou miséria, de abundância ou escassez de bens, é controlada por nossos pensamentos. Alerta e vigilância exigem disciplina de pensamento, e a Ciência Cristã nos ensina como controlar nossos pensamentos e não permitir que a consciência se abra ao fluxo das mentiras hipnóticas da mente mortal. Devemos perguntar a tudo que surge em nossa consciência: “Você vem de Deus ou é magnetismo animal?” Se vier de Deus, venha e me abençoe; se não, parta e me deixe em paz para sempre.
Uma sugestão muito persistente é que não estamos prontos para receber o que Deus nos dá; que um véu nos separa de Deus, mas a Bíblia, a Ciência e a Saúde nos ensinam que o homem jamais poderá estar separado do amor de Deus e, portanto, é o destinatário de todo o bem que Deus tem para dar.
A prática da Ciência Cristã expressa a lei do bem onipotente de Deus, e Deus apoia e protege toda ação correta. Podemos descansar na certeza de que o amor de Deus sempre nos ama, sempre nos acolhe com ternura e segurança.