Valorize seu direito espiritual de nascença!
por Florence Roberts
Sou muito grato que a Ciência Cristã nos ensina a reaprender quem somos da maneira correta, da maneira como Deus nos vê.
Fica bem claro que todos nós, quaisquer que tenham sido e sejam as nossas experiências ruins, moldamos em grande parte a maneira como pensamos sobre nós mesmos. Às vezes, é por causa de como fomos ensinados, como fomos tratados, como fomos criados ou qual era a crença na época — ou se simplesmente nunca entendemos que ser um verdadeiro filho de Deus significa que temos tudo, que não nos falta nada.
Não precisamos aceitar os pensamentos errados que nos vêm à mente. A maioria de nós viveu com essas crenças equivocadas e sofreu os efeitos delas. O que mais me alarma é que muitas vezes também oramos de forma errada por não sabermos quem somos. Em um belo artigo de Samuel Greenwood, escrito em 1906, “Como orar na Ciência Cristã”, ele levanta um ponto muito significativo: acreditar que o homem de Deus seja algo menos que espiritual e perfeito desqualificaria alguém de orar com entendimento. Isso me impressionou muito, porque ele está dizendo que nossa oração científica deve ter como fundamento nosso direito de nascença perfeito, e não porque queremos curar algo, mas porque queremos ver nossa verdadeira semelhança como aquele filho perfeito de Deus. Quando oramos dessa maneira, estamos em harmonia com os filhos de Deus.
Lembro-me das lições dadas aqui pela Sra. Evans. Ela falou sobre o fato de que ninguém é de segunda classe. Este artigo diz que realmente não aceitamos quem somos. Não podemos nos considerar mendigos ou párias. Portanto, devemos saber que somos todos filhos de Deus. Ele nos deu todo o bem que Ele tem, e não devemos deixar que experiências passadas, tudo o que nos impressionou quando éramos crianças, nos roubem nosso direito de nascença e nos façam curvar-nos a sugestões malignas de qualquer tipo, sejam veredictos de matéria médica, doenças, medos ou conceitos hereditários. Sem a compreensão de que somos de fato filhos de Deus, nossas orações ficam sem resposta, deixando-nos sem saber o porquê.
Sou muito grata à Ciência Cristã, que amorosamente nos ensina, com o poder da Verdade, a compreender quem somos e por que devemos ir a Deus, nosso Pai, com o devido senso desse amor que Ele é, e esperar que nos seja mostrado o que sempre fomos. Sou eternamente grata por essa compreensão, pois ela mudou a minha vida.