Minha Presença irá contigo
Edição de 14 de fevereiro de 1914 Christian Science Sentinel, por Edward C. Butler
A ideia de estar a sós com Deus, tema de um conhecido hino cristão, pode parecer paradoxal, mas não é. A palavra “a sós” é estranha para muitos hoje em dia e aterrorizou milhões no passado. Ela trouxe pavor àqueles que não têm a percepção de Deus como Amor infinito e onipresente. A mãe ao lado do leito de seu filho pode imaginar-se sozinha na luta contra a doença; até mesmo seu médico bondoso pode se sentir sozinho no esforço para salvar a criança. O empresário pode sentir-se sozinho com seu problema. Todos se esquecem de que somente Deus pode nos capacitar a resolver os problemas da vida corretamente. O problema de cada um é, de fato, seu, ele precisa aprender a lição por si mesmo; mas deve confiar no Princípio para resolvê-lo, assim como confia no Princípio para fornecer a resposta na matemática. Visto que todo problema, seja físico, financeiro, mental ou moral, deve ser resolvido por um Princípio, nunca estamos sozinhos com o nosso suposto problema. A condição da qual somos salvos é uma condição ou experiência individual, e nossa salvação é, portanto, individual; mas a compreensão de Cristo, a Verdade, conosco como nosso Salvador, prova que não estamos sozinhos. Se não fosse assim, não poderíamos ser salvos.
Em Lamentações, o profeta Jeremias declara: “É bom que o homem espere em silêncio pela salvação do Senhor”. A salvação não se dá pelo esforço humano, pelo esforço solitário de nossa parte, “pois é Deus quem opera em vós tanto o querer como o realizar” [Filipensens 2:13]. Tampouco precisamos ajudar Deus a combater o erro. Deus não combate o erro ou o mal, assim como a luz não combate as trevas. Toda a escuridão do mundo, se condensada em um só corpo, não poderia extinguir a luz de uma pequena vela, pois, embora fraca, ela cria e sustenta sua própria área de brilho.
A única ajuda que podemos dar a Deus é uma entrega total, como a de uma criança. Jesus deixou isso claro para aqueles que o rodeavam quando disse: “Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, de modo algum entrareis no reino dos céus”. Ele foi o primeiro a dominar o mal — não como mal concreto, nem como matéria, mas como a crença equivocada de que o sentido humano está sozinho em sua luta.
Jesus provou para sempre que, embora seja preciso caminhar no nível da experiência individual, é possível caminhar com Deus. Ele substituiu o terror do isolamento humano pela ternura da individualidade inspirada. Em “Escritos Diversos”, nossa venerada Líder diz: “Tudo o que é possível a Deus, é possível ao homem como reflexo de Deus” (p. 183).
Davi não parou para medir o gigante que enfrentava. Ele não se considerou sozinho nem imaginou que estava prestes a se envolver em uma luta desigual. Persuadido a experimentar a armadura de Saul, descobriu que era pior do que inútil; uma pedra brilhante do riacho murmurante foi suficiente. Descobrimos que a armadura do sentido material é uma zombaria, mas, confiando em Deus, nos encontramos na maioria.
Original
My Presence shall go with Thee
February 14, 1914 Issue Christian Science Sentinel, by Edward C. Butler
The thought of being alone with God, which forms the theme of a well-known Christian hymn, may seem rather paradoxical, but it is not. This word “alone” is uncanny to many today, and it has terrified millions in the past. It has brought dread to those who have no sense of God as infinite, ever-present Love. The mother by the bedside of her child may fancy herself single-handed in the fight with sickness; even her kind-hearted physician may think himself alone in the effort to save the child. The business man may feel himself to be alone with his problem. These all forget that only God can enable us to solve life’s problems aright. The problem of each is indeed his own, he has to learn his lesson for himself; but he must trust Principle to solve it, just as he trusts Principle to furnish the answer in mathematics. Since every problem, physical, financial, mental, or moral, must be solved by Principle, we are never alone with our so-called problem. The condition from which we are saved is an individual condition or experience, and our salvation is therefore individual; but the realization of Christ, Truth, with us as our Saviour, proves we are not alone. Were it otherwise, we could not be saved.
In Lamentations the prophet Jeremiah declares, “It is good that a man should both hope and quietly wait for the salvation of the Lord.” Salvation is not through human effort, through lonely endeavor on our own part, “for it is God which worketh in you both to will and to do.” [Philippians 2:13] Nor need we help God to fight error. God does not fight error or evil, any more than light fights darkness. All the darkness in the world, if condensed into one body, could not extinguish the light of a little candle, for though faint, it creates and sustains its own area of radiance. The only help we can give to God is in a childlike self-surrender. Jesus made this plain to those about him when he said, “Except ye be converted, and become as little children, ye shall not enter into the kingdom of heaven.” He was the first to master evil,—not as concrete evil, nor as matter, but as a mistaken belief that human sense is alone in its struggle.
Jesus proved for all time that while one must walk on the level of individual experience, he can walk with God. He supplanted the terror of human isolation with the tenderness of inspired individuality. In “Miscellaneous Writings” our revered Leader says, “Whatever is possible to God, is possible to man as God’s reflection” (p. 183). David did not stop to measure the giant whom he faced. He did not think himself alone or fancy he was about to engage in an unequal contest. Persuaded to try Saul’s armor, he found it worse than useless; a shining pebble from the singing brook was enough. We find the armor of material sense a mockery, but, trusting in God, we find ourselves in the majority.