Deus é nosso Pai-Mãe? |

Deus é nosso Pai-Mãe?

Dominion Within, do Rev. G. A. Kratzer, página 132


Deus é nosso terno e amoroso Pai-Mãe? Potencialmente, sim – o Pai-Mãe de todos os homens. Mas, de um ponto de vista prático e atual, depende de nós se Ele é nosso amoroso pai e provedor. São Paulo declara: “Os que são filhos da carne não são filhos de Deus”. No entanto, todos os seres humanos têm a capacidade de se tornarem filhos de Deus. O fato é que não nos tornamos filhos de Deus por meio do conhecimento de Deus e de relações corretas com Ele, assim como não nos tornamos filhos de Deus por meio do conhecimento de matemática ou música.

Na medida em que adquirimos uma compreensão prática da matemática, podemos dizer que somos filhos da matemática, mas essa compreensão precisa ser adquirida de forma inteligente e laboriosa. Da mesma forma, na medida em que buscamos e adquirimos diligentemente o conhecimento de Deus e de Sua lei, e ordenamos nossos pensamentos e vidas na contínua consciência dEle e em obediência à Sua lei, nessa medida somos filhos de Deus; e Ele é nosso Pai-Mãe apenas na medida em que assim nos tornamos Seus filhos e nada mais. Recebemos o benefício e o cuidado do Amor divino na mesma proporção em que trabalhamos em direção à concordância mental e prática com a lei do Amor divino.

Portanto, Deus coloca todo o bem ao alcance razoável de cada homem no mundo. Mas Deus não leva em conta cada ser humano separadamente e segue cada um na ignorância e no pecado, de modo a impor-lhe o conhecimento e a justiça sem um esforço diligente da sua parte. Cada homem deve encontrar Deus no meio do caminho. São Paulo declara que Deus é “galardoador daqueles que o buscam diligentemente”.

Deus é onipotente e bom, e por isso coloca todo o bem, por meio de Suas manifestações em Cristo, constantemente ao alcance de todos os homens que se disponham a trabalhar diligentemente. “Amados, agora somos (que fomos espiritualmente vivificados) filhos de Deus, e ainda não se manifestou o que havemos de ser (plenamente) (ao nosso entendimento progressivo), seremos (então nos perceberemos como sendo) semelhantes a Ele; porque O veremos como Ele é.”