Oração Imparcial
Mary Baker Eddy
Trechos de “Mary Baker Eddy, Seus Preceitos Espirituais” compilados por Richard Oakes
A Sra. Eddy instruiu todos os membros da Igreja Mãe a orarem pela resolução amigável da guerra entre o Japão e a Rússia, e para que Deus abençoasse ambas as nações com paz e prosperidade. Este pedido foi datado de 17 de junho de 1905. Em 1º de julho, encontramos um pedido dela para que cessassem as orações específicas pela paz entre as nações (Miscelânea, 280). É provável que ela tenha percebido que os membros estavam orando pela paz com ódio ou ressentimento em seus pensamentos, fazendo, assim, involuntariamente, a oração dos injustiçados.
A oração eficaz não surge de um pensamento que abriga elementos injustos. Somente a oração imparcial e o amor universal satisfazem as exigências tanto do Cristianismo quanto da Ciência. Se alguém considerasse que uma nação era a agressora e, portanto, merecia punição, isso não seria imparcialidade. A Sra. Eddy, por sua vez, teve o cuidado de pedir imparcialidade, ao solicitar aos membros que orassem pela paz e prosperidade de ambas as nações.
Quando duas nações estão em conflito, o mundo geralmente toma partido. Tal atitude personaliza o erro. Nas anotações do Dr. Baker, encontramos a Sra. Eddy lhe dando esta regra simples, que, na realidade, abrange todas as contendas e pecados. Ela disse: “Adão acusará Eva novamente de ser a tentadora. John Smith não tentou sua esposa, nem sua esposa tentou John Smith. O erro é sempre o tentador.”
A reprimenda bíblica é para não ferir o azeite e o vinho [nota]. O azeite representa a consagração e o vinho, a inspiração. A lição parece ser que, ao lidarmos com o erro, jamais devemos nutrir ódio ou ressentimento contra o canal que o causou, para não o ferirmos. Na realidade, nosso trabalho é abençoar o canal, e isso só pode ser feito por meio do amor.
Nota:[Apoc. 6:6]