Conhece-Te a Ti Mesmo
Da edição do jornal da Ciência Cristã de novembro de 1884, por E. J. S.
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Se tivermos uma verdadeira concepção de Deus, estaremos muito avançados no autoconhecimento.
Há diversas ideias sobre Deus entre os filhos dos homens. Alguns o imaginam esculpido em madeira e pedra, alguns com poucos centímetros de altura, outros monstruosidades em tamanho e forma.
O Deus dos israelitas, certamente mais espiritualizado, era, no entanto, muito semelhante aos deuses pagãos em princípio; pois supunha-se que ele, como os deuses pagãos, se deleitava em sacrifícios de ovelhas, cabras ou bois, em vez de se deleitar inteiramente no verdadeiro sacrifício de amor e misericórdia práticos.
Alguns imaginam seu Deus satisfeito com festivais cerimoniais, cultos religiosos, onde a ostentação de riqueza e as frivolidades da moda são um aroma agradável às narinas de um Deus pessoal.
Outros reconhecem Deus como Espírito — a inteligência e a vida de todas as coisas, a Fonte da Verdade e do Amor, com o pensamento do Mestre da Vida.
Aqueles que creem que Deus é Espírito e que deve ser adorado em espírito estão muito avançados no autoconhecimento. Pois, em primeiro lugar, precisam compreender que o Eu e o Tu somos Espírito — a imagem e semelhança de Deus.
Esse conhecimento de Si separa o Espírito do corpo, tanto na fé quanto na prática. Devemos estar “ausentes do corpo para estarmos presentes com o Senhor”. Ele concede ao homem uma autoconfiança divina, independência, coragem, para dizer ao pecado: “Afasta-te de mim, Satanás!”; para dizer à doença: “Eu Sou o Mestre”.
Esse conhecimento faz com que as circunstâncias e os acidentes não moldem a vida e a obra do homem, nem o lancem em um mar de sofrimento como um naufrágio à deriva na maré, vítima dos ventos e das ondas, sem vela nem leme.
“Conhece-Te a Ti mesmo” significa muito. É saber que Tu és Espírito com poder ao qual não se pode impor limites. A serpente, a matéria, está sob os teus pés. O Espírito afirma a sua prerrogativa de domínio sobre tudo. É o homem forte da casa, livre e desimpedido, defendendo a sua casa (o seu corpo) dos ataques dos ladrões (crenças de pecado ou doença).
É um conhecimento que inverterá a ordem atual das coisas e tornará o homem saudável e feliz, em vez daquilo que aparenta ser — o fenómeno mais inarmónico da natureza.
E. J. S.
Original
Know Thyself
From the November 1884 issue of The Christian Science Journal by E. J. S.
If we have a true conception of God we are far advanced in self-knowledge.
There are diversities of ideas of God among the sons of men. A part of them imagine him cast in wood and stone, some a few inches high, others monstrosities as to size and shape.
The God of the Israelites, more spiritualized to be sure, was yet very like the heathen gods in principle; for he was supposed, like the heathen gods, to delight in sacrifices of sheep, goats or oxen, instead of wholly in the true sacrifice of practical love and mercy.
Some imagine their God pleased with ceremonial festivals, creedal worship, where display of wealth and frivolities of fashion are sweet-smelling savor in the nostrils of a personal God.
Others recognize God as Spirit,—the intelligence and life of all things, the Fountain of Truth and Love, with the thought of the Master of Life.
Those who believe that God is Spirit, and to be worshipped in spirit, are far advanced in self-knowledge. For they must, in the first place, realize that the I and You are Spirit—the image and likeness of God.
This knowledge of self separates Spirit from the body in faith as in fact. We must be “absent from the body to be present with the Lord.” It gives to man divine self-assertiveness, independence, bravery, to say to sin “Get thee behind me, Satan;” to say to sickness, “I am master.” This knowledge makes circumstances, and accidents do not shape man’s life-work, or launch him on a sea of sorrow like a wreck drifting on the tide, a victim of winds and waves, devoid of sail and rudder.
“Know thyself” means volumes. It is to know that You are Spirit with power to which no limit can be affixed. The serpent, matter, is beneath your feet. The Spirit asserts its prerogative of dominion over all. It is the strong man of the house unbound and free, defending his house (his body) from the attacks of robbers (beliefs of sin or sickness).
It is a knowledge that will reverse the present order of things, and make man healthy and happy, instead of what he appears to be—the most inharmonious phenomenon of nature.
E. J. S.