Constância e Firmeza |

Constância e Firmeza

Do Christian Science Sentinel, 17 de outubro de 1925, por Ella W. Hoag


Quão admirável é a qualidade da constância! Até mesmo as pessoas mais descuidadas concordam em louvar aquilo que jamais se desvia do que é correto, mas que se mantém firme no bem, apesar de qualquer tentativa de abalá-lo. A constância é sempre necessária para se alcançar o sucesso. Já se disse que “o segredo do sucesso é a constância no propósito”. Pode-se dizer também que a constância é um complemento necessário a todas as outras virtudes; pois, sem esse elemento, a cada virtude faltaria aquilo que é essencial à sua perfeição.

Para ser constante, é preciso estar absolutamente convencido de que aquilo que se defende é correto e verdadeiro; pois ninguém consegue apoiar continuamente algo em que não deposite total confiança. A verdadeira constância, portanto, deve estar firmada em Deus, o Princípio divino, visto que somente no Princípio absoluto e perfeito se encontra aquilo que é confiável e verdadeiro, aquilo que proporciona segurança e força, aquilo que satisfaz completa e permanentemente todo desejo santo e todo propósito elevado.

Para o Cientista Cristão, o desejo de ser constante nasce bem cedo em seus esforços para demonstrar as regras da Ciência do Ser, e ele logo percebe que a constância deve acompanhá-lo em toda a sua jornada. Ele rapidamente reconhece que, sem essa qualidade valiosa, até mesmo seus propósitos mais elevados cairiam por terra, sem apoio e sem realização. Ele sabe que o desejo de manter cada pensamento, palavra e ação em harmonia com Deus deve ser mantido com constância; caso contrário, não haverá o devido fruto.

Em *Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras* (p. 261), encontramos uma declaração muito esclarecedora da Sra. Eddy. Ela escreve: “Mantém o pensamento firme no que é duradouro, no bem e no verdadeiro, e trarás essas coisas para a tua experiência na proporção em que elas ocuparem os teus pensamentos.” Eis um mandamento e uma promessa já familiares a todo estudante dedicado da Ciência Cristã; e, embora todos tenham obedecido em certa medida e recebido a recompensa correspondente, ainda há muito a ser demonstrado tendo essa exigência como pedra fundamental.

“Manter o pensamento firme no que é duradouro, no bem e no verdadeiro” é uma exigência imensa, bem como uma oportunidade e um privilégio imensos. Nunca vacilar nem desviar-se do reconhecimento incessante e insistente de Deus como o bem infinito; nunca permitir que um argumento de erro nos afaste, nem por um momento, do propósito de honrar a Deus em todos os momentos e sob quaisquer circunstâncias — eis a obra que todos os Cientistas Cristãos podem e devem realizar.

Ora, essa atividade de constância, que nossa preciosa Líder assim apontou, é algo que deve ser empreendido com a maior alegria. Manter o pensamento constantemente associado a Deus, pensar continuamente os pensamentos que pertencem ao bem divino — isso é, sem dúvida, um privilégio belo e gratificante além de qualquer comparação. Todos aqueles que sequer tentaram ser assim leais ao nosso grande e poderoso Deus — ao nosso Pai-Mãe, que é todo Amor — foram beneficiados além do que ainda conseguem perceber e, ao mesmo tempo, ajudaram o mundo inteiro; pois é absolutamente impossível nutrir um pensamento bom com constância sem que, com isso, o bem se torne universalmente mais real para a consciência humana. Em *Miscellaneous Writings* (p. 252), a Sra. Eddy nos diz: “Pensamentos corretos são realidade e poder; pensamentos errôneos são irrealidade e impotência, possuindo a natureza de sonhos. Pensamentos bons são potentes; pensamentos maus são impotentes, e assim devem ser vistos”. Certamente, então, manter-se firme em pensamentos bons significa unir-se a todo o poder existente!

Ora, essa firmeza do pensamento no bem deve ser — e é — divinamente natural e divinamente simples; mas, para provar que isso é verdade, devemos amar a Deus de tal maneira suprema que — apesar de qualquer argumento maligno em contrário, e sem pensar no que pessoalmente ganharemos com isso — permaneçamos firmes, firmemente, com os bons pensamentos de Deus, simplesmente por amor a Ele e a eles! Segue-se então, tão certamente quanto o dia sucede a noite, que as crenças no mal desaparecerão no esplendor do bem compreendido, adorado e demonstrado. Então, certamente seremos capazes de falar com autoridade a qualquer pretensão do mal. Devido à nossa constância em permanecer com “o que é duradouro, o que é bom e o que é verdadeiro”, estaremos tão convencidos da onipotência e da realidade absoluta dos bons pensamentos que a natureza ilusória dos pensamentos maus será instantaneamente reconhecida.

Que meta maravilhosa para a qual trabalhar! Que privilégio apegar-se firmemente ao bem até que todo o mal tenha sido provado irreal! Lembremo-nos, pois, sempre da exortação de Paulo: “Portanto, meus amados irmãos, sede firmes, inabaláveis e sempre abundantes na obra do Senhor, sabendo que o vosso trabalho não é em vão no Senhor.”

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