Deixa Que Haja Elevação
Do número de 5 de julho de 1924 do Christian Science Sentinel, por Ella W. Hoag
O esforço para elevar a humanidade em qualquer direção é invariavelmente motivado por um propósito de melhoria. No momento em que se fala em elevar, surge o pensamento de condições aprimoradas. Quando, há muito tempo, o Salmista cantou: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, para que entre o Rei da glória”, ele evidentemente percebeu que a consciência humana precisa necessariamente se elevar antes de começar a reconhecer as coisas sagradas. É preciso que portas se abram, que portas se escancarem, para que o verdadeiro bem possa entrar e permanecer.
O autor da Epístola aos Hebreus foi além e indicou claramente a necessidade perpétua de também ajudar a elevar nosso irmão, para que ele possa, assim, obter uma melhor compreensão da vida e de suas atividades. Ele aconselhou aqueles que se diziam seguidores de Cristo a “levantar as mãos cansadas e os joelhos vacilantes, e fazer caminhos retos para os seus pés, para que o que é manco não se desvie, mas seja curado”.
Atualmente, existe, talvez, o desejo mais universal de alcançar um estado de coisas mais elevado e harmonioso em todos os aspectos que o mundo já conheceu. Sociedade após sociedade, organização após organização, foi criada para ajudar a elevar a humanidade a um maior conforto, felicidade, inteligência — sim, até mesmo a uma compreensão mais ampla da própria santidade. Certamente, os homens geralmente acreditam que devem fazer isso principalmente de um ponto de vista material. No entanto, nenhum propósito correto, por mais equivocado que seja, pode ser totalmente perdido ou deixar de alcançar algum resultado. Contudo, como os homens não estão obtendo os resultados plenos que esperavam e ainda anseiam pela elevação da humanidade que trará paz satisfatória a todos, começam a buscar, como nunca antes, aquilo que somente Deus pode prover: um método prático para ajudar o mundo a se libertar de seus erros e misérias.
Os Cientistas Cristãos se regozijam hoje com a feliz constatação de que o método de Deus para elevar todos os povos da Terra — o método demonstrado por Jesus — foi explicado na Ciência perfeita que nosso Pai celestial revelou a Mary Baker Eddy, aquela que Ele preparou para recebê-la e a quem os Cientistas Cristãos se deleitam em honrar como sua amada e reverenciada Líder. Embora estejam tão certos de que esta Ciência Cristã perfeita, dada por Deus, pode ser compreendida e comprovada tão perfeitamente quanto Jesus a demonstrou — pois não ordenou Ele a todos os Seus seguidores que fossem perfeitos como o Pai é perfeito? —, os estudantes da Ciência Cristã de hoje ainda têm plena consciência de que são apenas humildes aprendizes neste modo de vida, e examinam seus livros didáticos — a Bíblia e todos os escritos de Mary Baker Eddy — com constante assiduidade para que possam progredir o mais rapidamente possível.
Em “Escritos Diversos” (p. 355), Mary Baker Eddy faz uma declaração muito esclarecedora a respeito da elevação que todos os estudantes da Ciência Cristã buscam conhecer e praticar. Ela escreve: “Atacar a névoa para a direita e para a esquerda nunca clareia a visão; mas erguer a cabeça acima dela é uma panaceia soberana”. Apesar da grande lucidez desta declaração, muitas vezes o estudante leva muitos dias até começar a compreender o que significa essa elevação. Ele segue em frente, envolto pela névoa, imaginando que, com a visão turva, poderá resolver os problemas que o confrontam. De fato, não costuma ele encarar seu problema como aquilo que está no meio da névoa? E não é ali que ele acredita dever resolvê-lo?
Por exemplo: suponha que alguém se depare com uma queixa de doença; não tende a gastar muito tempo considerando o que a matéria ou o corpo lhe dizem? Não costuma contemplar os sintomas ou se perguntar qual condição harmoniosa deveria buscar alcançar no corpo? Possivelmente, ele até tenta descobrir o que algum médico chamaria de sua enfermidade, argumentando consigo mesmo, enquanto isso, que se soubesse o nome que Adão lhe daria, seria mais capaz de negá-la. Não seria tudo isso um ato de “atacar a névoa para todos os lados”? Não deveria, em vez disso, elevar a cabeça à pura percepção do Espírito e encontrar ali a verdade que sempre comprova que não há doença na Mente divina, à medida que se toma consciência de viver nela?
Assim também ocorre com toda dificuldade humana, seja qual for a sua natureza. Se houver pecado, a redenção sempre se dá ao se afastar do mal e habitar no bem para sempre. Se há um problema doméstico, um problema na igreja, um problema nos negócios? Sempre há a oportunidade de aplicar os ensinamentos da Ciência Cristã, cessando todos os esforços vacilantes na névoa e elevando o pensamento à consciência bendita de que bem aqui, acima da névoa, está sempre “o Princípio ativo, onisciente, criador de leis, disciplinador de leis e cumpridor de leis, Deus” (Escritos Diversos, p. 206). Ao nos colocarmos em Sua consciência benditaAo reconhecermos a disponibilidade de Sua presença constante, encontraremos, de fato, a “panaceia suprema”. Que haja sempre elevação!