Falsidade
por Mary Baker G. Eddy
Extraído da edição de abril de 1885 do The Christian Science Journal Este artigo foi posteriormente republicado em Miscellaneous Writings 1883-1896 (Escritos Diversos): Mis. 248:8-249:26
Aristóteles disse: “O que um homem ganha ao contar uma mentira? Não ser acreditado quando disser a verdade.” Se as simples falsidades proferidas a meu respeito fossem reunidas em uma mistura, esta deveria receber o seguinte rótulo: “As visões equivocadas de alguns cristãos sobre o livro-texto da Sra. Eddy e a malícia premeditada dos pecadores.”
Dizer que tomo ópio, que sou uma ladra de livros, uma mesmerista, uma médium, uma “panteísta”, ou que minha vida cotidiana é desprovida de oração ou não segue rigorosamente o Decálogo, não é mais verdadeiro do que dizer que estou morta. Alega-se que o jornal *St. Louis Democrat* noticiou minha morte e afirmou, em meu obituário, que eu havia morrido envenenada e deixado todos os meus bens em testamento para Susan Anthony!
A mentira sobre o ópio tem apenas este fundo de verdade: trinta anos atrás, quando os médicos convencionais já não podiam fazer mais nada por mim, eles prescreveram morfina, a qual eu tomei. Mais tarde, as gloriosas revelações da Ciência Cristã me libertaram dessa necessidade e me restabeleceram a saúde; desde então, não tomei nenhum medicamento, com uma única exceção. Anos atrás, quando um mesmerista tentou praticar o mal mental por meio de veneno, para frustrar esse intento, fiz uma experiência tomando algumas doses elevadas de morfina para observar o efeito; e digo isso com gratidão e lágrimas: o medicamento não surtiu efeito algum sobre mim — havia chegado a hora da promessa: “se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará mal algum”.
A falsidade de que eu teria me apropriado de manuscritos de outras pessoas para compor minhas obras já foi contestada e refutada legalmente. Tanto na vida privada quanto na pública, e especialmente por meio de meus ensinamentos, é bem sabido que não sou espírita, panteísta nem alguém que não ora. Os membros mais devotos das igrejas evangélicas dirão isso, assim como os da minha própria casa; e não é permitido permanecer no prédio da minha faculdade ninguém cuja moral e caráter cristão não sejam irrepreensíveis. Não comprei nem encomendei nenhum produto químico desde que passei a residir em Boston e, que eu saiba, nenhum foi enviado à minha casa, a menos que fosse algo para remover manchas.
O boato de que eu havia morrido surgiu, sem dúvida, dos esforços conjugados de alguns alunos maldosos — expulsos por imoralidade — para me matar; tenho provas de seus planos, mas não temo. Meu Pai Celestial jamais me deixa desamparada; na plenitude de Seu amor, Ele se aproxima com ainda mais ternura em minhas necessidades, para salvar e abençoar.