“Saber” e “Deixar” |

“Saber” e “Deixar”

Do número de 23 de maio de 1925 do Christian Science Sentinel, por Rhoda A. Hyman


Há duas palavras que seria bom compreendermos, se quisermos progredir na Ciência Cristã. São elas: “saber” e “deixar”. Pois conhecer a onipotência e a onipresença de Deus e a inexistência do mal, e então deixar a Verdade agir, é a verdadeira sabedoria.

A autora aprendeu uma lição certa vez, quando mais precisava, por meio da persiana de sua janela. O cômodo em que estava sentada estava na sombra; mas do lado de fora da janela o sol brilhava, os pássaros cantavam e as árvores e flores eram belíssimas. Ela percebeu que tudo o que a separava da beleza e do encanto lá fora era uma persiana que havia sido abaixada. Ela puxou a persiana e a soltou, e imediatamente o cômodo foi inundado de luz solar. Então, a beleza das árvores e das flores pôde ser apreciada.

Assim também acontece com muitos de nossos problemas. Trabalhamos e trabalhamos neles, e às vezes nos perguntamos por que os problemas não forão resolvidos. Ora, talvez não seja porque o trabalho que realizamos esteja incorreto — e certamente a Verdade não falhou — nem porque não haja saúde, felicidade e abundância de coisas boas sempre presentes, mas simplesmente porque não nos desapegamos da crença falsa. Toda a bondade, paz e alegria de que qualquer um de nós possa precisar está aqui para nós; e é apenas o senso material que parece nos privar das bênçãos que nos pertencem por direito como filhos de Deus. Que, conhecendo o poder de Deus, nos elevemos acima do testemunho do senso material, que parece obscurecer nossa consciência, e deixemos a luz da Verdade e do Amor fluir.

Confiemos em Deus, pois Ele jamais falha.

Se parece que estamos lutando com o que alega ser um “grande” problema, que nossos corações não se perturbem nem tenham medo, pois não há problema grande demais para Deus resolver. Deus criou o homem livre. Portanto, é nosso direito divino sermos livres de toda condição discordante; pois não há poder que possa nos manter em sujeição. Deus já deu tudo ao homem, e o homem possui conscientemente esse tudo — ou seja, todo o bem.

Compreendamos que “o poder pertence a Deus” e que, como diz Mary Baker Eddy em “Ciência e Saúde com a Chave das Escrituras” (p. 224), “Nenhum poder pode resistir ao Amor divino”. Não importa o nome que a mente mortal atribua a uma forma específica de mal, seja pecado, doença ou morte; o nome, qualquer que seja, é apenas outro termo para o nada. Deus nunca deu poder ao mal para adoecer ou tornar o homem pecador, ou para fazê-lo ceder a ele. O erro é nada; sempre foi nada; sempre será nada. Quando compreendermos a totalidade de Deus, o bem, saberemos que onde o erro alega estar, nesse mesmo lugar está a ideia perfeita de Deus, governada, controlada, sustentada e mantida pela Mente divina.

Quando conhecermos o verdadeiro caminho para resolver qualquer problema, seja ele pecado, doença, tristeza ou morte, não precisaremos temer que a Verdade falhe; Pois a Verdade é Deus. E como está escrito em Hebreus: “A palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes; penetra até ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração.”

Mrs. Eddy diz (Ciência e Saúde, p. 419): “Seu verdadeiro caminho é destruir o inimigo e deixar o campo para Deus, a Vida, a Verdade e o Amor, lembrando que somente Deus e Seus ideais são reais e harmoniosos.” Certifiquemo-nos primeiro de “destruir o inimigo”, a falsa alegação do mal, e então deixemos o campo inteiramente para Deus. Todos nós temos nossa parte a cumprir; e quando a tivermos cumprido, podemos, com plena confiança em Deus, deixar o resto com Ele. Pois o Amor divino diz: “Eu não te deixarei, nem te abandonarei”; e Jesus disse: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” Nossa parte é o “conhecimento”; A parte da verdade é libertar.

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