A Perspectiva de um Cientista Cristão |

A Perspectiva de um Cientista Cristão

Christian Science Sentinel,1900. Sue H. Mims


A Constituição

“Observem os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; contudo, eu lhes digo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como um deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais vestirá vocês, homens de pouca fé?” — Jesus.

“O Homem com a Enxada” “não desce”. Ele permanece, através dos tempos, um ponto de interrogação triste e trágico: de onde? aonde? para onde? Ele é o epítome do problema da miséria humana. Qual é a resposta? O socialismo a oferece? A teoria da qualificação da propriedade remedia a condição? Não! Ou a tributação, ou o governo humano? Não! Em qualquer base humana, a igualdade de hoje é a desigualdade de amanhã. Existe algum remédio? Sim! Há apenas um mal debaixo do sol, cujas manifestações são o pecado, a pobreza, a doença e a morte; esse único mal é uma falsa percepção, ou mentira, sobre Deus, o homem, o universo e suas relações. Jesus classificou essa falsa percepção material como “mentira”, “mentiroso” e “pai da mentira”, e “homicida desde o princípio”, uma ilusão sem causa; pois Deus, a Verdade, é a Causa, o Criador.

Há um único remédio para esse mal. É conhecer a verdade sobre Deus, o homem e o universo. Jesus provou que a compreensão dessa verdade poderia destruir as obras do diabo, ou do único mal. A questão do “Homem com a Enxada” foi definitivamente respondida quando Jesus alimentou a multidão, pelo reconhecimento da verdadeira relação de Deus com o homem, como a Mente infinita e sempre presente, a verdadeira Substância, a Fonte infinita e infalível, de onde provêm todas as coisas.

Ele inverteu a perspectiva a partir da qual se observa o homem. Ele disse: “A ninguém na terra chamem de ‘pai’; vocês têm apenas um Pai, que está nos céus”. João e Paulo declaram: “Agora somos filhos de Deus e herdeiros [não da pobreza ou da doença], mas herdeiros com Cristo” do Poder, da Glória e do Domínio. Jesus disse: “Olhem para cima” e “a colheita já está madura”; está na Mente, não na terra, e nem provém dela.

O homem, como ser espiritual, é a imagem do Espírito e tem domínio sobre todas as condições materiais. No verdadeiro relato espiritual da criação, Deus fez “toda planta do campo antes que estivesse na terra, e toda erva do campo antes que crescesse… e não havia homem para lavrar a terra”.

Isaías disse: “Cessem de se apegar ao homem, cujo fôlego está nas suas narinas; pois qual é a razão para ser considerado?”. Paulo disse: “Os filhos da carne não são filhos de Deus” e “doravante, não conhecemos ninguém segundo a carne”. Jesus disse: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

Despertar do sonho de Adão, da existência material, para as realidades divinas do Ser científico celestial, e encontrar o homem íntegro, puro e livre, exercendo sua legítima herança e domínio, é encontrar a verdadeira solução para o problema da vida.

O verdadeiro ambiente do homem é o Bem infinito, mas, como crianças pobres e cegas, os mortais têm buscado aquilo que já está aqui.

“Onde está o mar”?, clamavam os peixes,

Enquanto nadavam na cristalina clareza,

“Ouvimos falar desde tempos antigos da maré do oceano

E ansiamos contemplar as águas azuis”.

Os sábios falam de um mar infinito —

“Oh! Quem pode nos dizer se tal mar existe”?

A cotovia alçou voo na manhã brilhante

E cantou, equilibrada em asas ensolaradas;

E esta era a canção: “Vejo a luz,

Contemplo um mundo de coisas belas,

E voando e cantando por toda parte,

Em vão busquei encontrar o ar”.

Assim, a Ciência Cristã diz a todos: “Desperta, tu que dormes”, e Cristo, a Verdade do Ser, brilhará sobre ti.

Eis que Deus está aqui. Ele está em toda parte, e nós vivemos, nos movemos e temos o nosso Ser nEle; o oceano do Amor infinito abrange todas as coisas, a atmosfera da Inteligência divina nos revela o que “nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou no coração humano o conceber”.

O Amor Imortal não muda, a música das esferas ainda entoa as harmonias eternas do Ser, como quando “as estrelas da manhã juntas cantavam, e todos os filhos de Deus se jubilavam”. Precisamos apenas conhecer as realidades do Ser e nos satisfazer somente quando despertarmos à semelhança divina.

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