O que o Natal significa para mim |

O que o Natal significa para mim

De Miscelânea, de Mary Baker Eddy, pgs 261-263


Para mim, o Natal envolve um segredo aberto, compreendido por poucos — ou por ninguém — e inefável, exceto na Ciência Cristã. Cristo não nasceu da carne. Cristo é a Verdade e a Vida nascida de Deus — nascido do Espírito e não da matéria. Jesus, o profeta galileu, nasceu dos pensamentos espirituais da Virgem Maria sobre a Vida e sua manifestação.

Deus cria o homem perfeito e eterno à Sua própria imagem. Portanto, o homem é a imagem, a ideia ou a semelhança da perfeição — um ideal que não pode se afastar de sua unidade inerente com o Amor divino, de sua pureza imaculada e perfeição original.

Observado pelo sentido material, o Natal comemora o nascimento de um bebê humano, material e mortal — um bebê nascido em uma manjedoura em meio aos rebanhos e manadas de uma aldeia judaica.

Essa origem humilde do menino Jesus fica muito aquém da minha compreensão do Cristo eterno, a Verdade, que nunca nasceu e nunca morreu. Celebro o Natal com a minha alma, com o meu sentido espiritual, e assim comemoro a entrada na compreensão humana do Cristo concebido pelo Espírito, por Deus e não por uma mulher — como o nascimento da Verdade, o alvorecer do Amor divino que irrompe na escuridão da matéria e do mal com a glória do ser infinito.

Doutrinas, hipóteses ou vagas filosofias humanas oferecem pouco do Esplendor Divino, Presença ou Poder Divino. Para mim, o Natal é a lembrança do grande dom de Deus — Sua ideia espiritual, o homem e o universo — um dom que essa Alegria festiva transcende de tal forma a dádiva mortal, material e sensorial que, a ambição desmedida, a rivalidade e o ritual do nosso Natal comum parecem uma zombaria humana, uma imitação da verdadeira adoração em comemoração da vinda de Cristo.

Amo observar o Natal em quietude, humildade, benevolência e caridade, deixando que a boa vontade para com o homem, o silêncio eloquente, a oração e o louvor expressem a minha concepção da manifestação da Verdade.

O esplendor deste nascimento de Cristo revela significados infinitos e concede bênçãos múltiplas. Os bens materiais e os passatempos tendem a obliterar a ideia espiritual na consciência, deixando a pessoa sozinha e sem a Sua glória.

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