Contente-se com o que é seu! |

Contente-se com o que é seu!

por Florence Roberts


Cobiçar é desejar ardentemente o que pertence a outro. Se for tolerado, pode levar à disposição de realizar uma ação que privará o próximo do que é dele.

Os Dez Mandamentos, como um roteiro infalível ou um guia perfeito para nossa vida diária, incluem um alerta contra esse vício no Décimo Mandamento (Êx 20:17): “Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.” Se obedecidos, esses mandamentos protegem a todos nós; indivíduos e nações.

Lembro-me da fábula de Esopo que me ensinou essa lição. Nela, um cachorro com um osso grande está voltando para casa. Ele atravessa uma ponte e vê sua sombra na água abaixo. O cachorro na sombra parecia ter um osso maior, então ele mergulha na tentativa de pegar o osso do cachorro na água. É claro que ele perde o osso tentando pegar o outro osso e volta para casa sem nada para comer, como resultado de sua ganância.

O cachorro neste exemplo teria tido o osso para comer se não fosse ganancioso. Outro exemplo desta lição é o de ter várias laranjas na mão e querer a de outra pessoa. Para pegar as que pertencem a outra pessoa, você teria que abrir a mão; uma ação que faria com que você perdesse o que tem na mão. O resultado provável é acabar sem nada na mão.

A ganância e a cobiça decorrem da limitada noção de si mesmo. Elas sinalizam a falta de conhecimento do fato espiritual de que toda ideia de Deus (que é o que somos) possui tudo o que é necessário. Sabendo disso, podemos ser gratos pela generosidade genuína dos outros, sabendo que essa mesma generosidade está disponível a cada um dos filhos de Deus, e afirmamos a nossa própria generosidade proveniente da provisão contínua de Deus.